Bosque Alemão em Curitiba

Já contei lá no canal que, no início do mês, estivemos em Curitiba em um fim de semana, para o casamento de um amigo do Augusto. Mas ainda não falei da cidade por aqui, e gostaria de começar dividindo com vocês um dos parques que mais gostei da por lá, o Bosque Alemão.

bosque alemão curitiba observatório
Observatório de Bach

Como chegar no Bosque Alemão

O parque (ou bosque) fica em um vale todo arborizado, e tem 38 mil metros quadrados de área, no Bairro Vista Alegre ou Jardim Schaffer. Você pode acessá-lo por três ruas (Rua Francisco Schaffer, Rua Nicolo Paganini ou Rua Franz Schubert), mas sugiro que você comece pela Schaffer, e vá descendo, por motivos de: cansa menos.

torre dos filósofos bosque alemão curitiba
Torre dos Filósofos e uma vista maravilhosa!

O que você encontra no Bosque Alemão

Se você chegar pela Rua Francisco Schaffer, vai encontrar o Oratório de Bach, a réplica de uma igreja presbiteriana construída em 1833. Logo ali, você não faz ideia do tamanho e da beleza do parque. Em seguida, você começa a descida, primeiro passando por uma ponte com uma vista incrível e a Torre dos Filósofos, depois, através da trilha, cercada de vegetação.

bosque alemão curitiba lu cruz
Aquela certeza de que preciso tomar mais sol

Na trilha, você tem vários marcos que contam a história de João e Maria. No meio da trilha, você também encontra a Casa da Bruxa, uma biblioteca em meio às arvores, que realiza, além dos empréstimos, várias contações de histórias ao longo do dia. Se você for com crianças, não esqueça de verificar os horários.

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Trilha com a história de João e Maria

No final, tem um lago lindo, e um pórtico, que também é uma réplica da frente da Casa Milla, um casarão de uma família de imigrantes alemães tradicional do bairro.

bosque alemão curitiba
Pórtico Casa Milla

Dicas da Lu

  • Comece o passeio pela parte de cima, para não ter que fazer a subida.
  • Vá com um calçado confortável, já que a trilha é da lajotas que são fáceis de tropeçar. Sim, apesar de ter ido de tênis, tropecei umas 47 vezes.
  • A trilha é tranquila para crianças, mas não é acessível para deficientes físicos e pode ser um pouco difícil para idosos.

  • Ainda que esteja calor, leve uma blusa. Dentro da trilha costuma fazer frio, por conta da vegetação.
  • A entrada é gratuita e o parque fica aberto das 6h às 20h, todos os dias.
  • A Hora do Conto, na biblioteca acontece aos fins de semana e feriados, às 11h, 14h e 16h.
  • Você pode conferir o mapa do parque aqui.


Estampas clássicas: dica de moda – parte 1

Apesar de não fazer o estilo fashionista, eu gosto muito de conhecer a moda mais a fundo, principalmente quando ela representa um estilo pessoal. Baseado nisso, sempre faço posts aqui sobre o assunto, como por exemplo quando falei de colorimetria pessoal, ou sobre sapatos clássicos.

Há algum tempo venho aprendendo um pouco mais sobre o assunto, e uma das coisas que mais me encanta é a maneira como estampas clássicas são capazes de atravessar décadas, e manter-se sempre em alta, com pequenas variações. Então o assunto de hoje é estampa! Você conhece as mais famosas?

Estampa Vichy

Sim, a clássica toalha de piquenique tem uma das estampas mais famosas na moda. Também conhecida simplesmente como xadrez, a vichy vai desde toalhas a camisas de flanela estilo anos 90. A principal característica dessa estampa é o fato de ser monocromática, com um fundo branco.

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Brigitte Bardot e Mick Jagger

A estampa fez sua grande estreia no mundo da moda nos anos 50, quando a diva Brigitte Bardot a usou em uma saia e camisa no clássico “E Deus criou a mulher”. Já nos anos 90, o movimento grunge combinou a estampa com calças jeans surradas, e deixou-a com um ar mais rebelde.

Estampa Paisley

Essa estampa é originalmente indiana, e data do século 18. Porém, ela só se popularizou no Ocidente quando os exploradores britânicos a trouxeram da Índia, e começaram a reproduzí-la na cidade de Paisley, na Escócia. Naquela época, usar essa estampa era sinal de pertencer a alta aristocracia.

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Camila Coelho e Olivia Palermo

Já na década de 70, a estampa acompanhou o movimento hippie, e ganhou um ar mais descontraído, em sais longas e batas. Ainda hoje, a Paisley mantém-se em alta nas peças com uma pegada mais boho.

Pied-de-poule

É uma das estampas clássicas mais conhecidas, já que teve seu auge a poucos anos atrás, caindo no gosto de quase todas as blogueiras de moda do mundo. Na década de 30, se tornou muito popular, graças a Coco Chanel, e na década de 40 voltou ao auge por estampar o primeiro perfume Miss Dior.

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Blair Waldorf e Lia Camargo

Hoje, é encontrada tanto em peças de alfaiataria, como na época de sua origem, quando em roupas mais despojadas, sem tecido tão estruturado. Quando a pied-de-poule (pé de galinha) é grande, é chamado pied-de-coq (pé de galo).

Se você gostou de saber mais sobre essas estampas clássicas, curta nossa página para não perder a continuação e ver todas as novidades!



Design para quem não é designer: leituras da Lu

Como vocês sabem, recentemente abri uma empresa de confecção de papelaria personalizada para festas. Design não é minha área de formação, mas fazer coisas bonitas e organizadas sempre foi algo que gostava muito. Por isso, o título de Design para quem não é designer me atraiu tanto.

Para quem indico

O livro, escrito por Robin Williams (não, não é o ator, na verdade é uma mulher), foi feito exatamente para aquelas pessoas que trabalham indiretamente com diagramação, mas não tem conhecimentos teóricos no design.

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O que achei de Design para quem não é designer

Além da parte teórica tratada de maneira super fácil de entender, o livro é recheado de exemplos maravilhoso, onde os conceitos pulam e dão um tapa na sua cara. A leitura é rápida e dinâmica e, em pouco tempo, você consegue pegar os conselhos da autora e realmente aplicar nos seus trabalhos.

O livro foi escrito em 1994, e por isso você vai encontrar várias fontes estranhas nele, e até mesmo os saudosos clip-arts, mas isso não atrapalha em nada o entendimento dos fundamentos básicos, que não mudaram até hoje.

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O que aprendi com Design para quem não é designer

Nossa, dá para fazer uns trinta posts só com os conceitos aprendidos. É claro que nenhum tópico é tratado com profundidade teórica, mas é possível saber os princípios básicos de design e começar a aplicá-los. Aliás, depois de ler esse livro, dificilmente vou conseguir centralizar um título e achar ele bonitinho!

Sei que o livro é apenas uma molécula de água congelada na ponta do iceberg que é o estudo do design (exagerada) e eu tenho muito o que aprender, mas com certeza foi um bom começo dessa nova fase da minha vida.

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Dica da tia Lu para os chatos de plantão

E aí virão os chatos de plantão me dizer: mas se você não é formada na área, como trabalha com isso? Da mesma forma que não sou formada em jornalismo e escrevo no blog, não sou formada em fotografia mas faço fotos e assim por diante. Mas isso é assunto para um próximo post. Estudos informais, dedicação, bom senso e respeito pelo cliente valem muito mais que um curso de graduação mal feito.